• Rafaella Galardo

Vender a casa: os erros mais comuns de quem tenta fechar negócio na era pós-Covid

Negligenciar a apresentação do imóvel na Internet é um dos erros. Mas há muitos mais.


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A melhor forma de fazer com que a venda de um imóvel se destaque das demais é conhecer a situação do mercado. Ter aconselhamento profissional e o auxílio de tecnologia são peças essenciais para acelerar uma venda, ainda mais numa situação como a atual, em que há um aumento tanto da oferta de casas à venda, quanto do interesse de muitas pessoas em mudar de casa.

“As novas necessidades habitacionais, a falta de liquidez ou a incerteza económica são algumas das razões pelas quais a oferta de imóveis está a aumentar”, afirmam desde a Solvia, que apresenta a lista dos erros mais comuns a serem evitados para não falhar na hora de fazer negócio. “A pressa para se desfazer do imóvel pode levar a erros que dificultam ainda mais esse objetivo, pois não levam em conta as excecionalidades vividas pelo setor”, acrescentam ainda antes de apontar esses erros:

  1. Definir um preço irreal, independentemente das mudanças no mercado. Muitos são os fatores que influenciam a definição do preço de venda de um imóvel: as características da casa (instalações, qualidade, orientação, reformas efetuadas …), a zona em que se encontra, se o bairro onde está localizado tem serviços suficientes ou se está bem servido de transportes etc.. “No entanto, a atual incerteza económica também faz com que seja necessário estar sempre atento à tendência de preços que marca o mercado”, acrescentam. 2021 será um ano marcado por ajustes nos valores das casas. Portanto, será necessário levar em consideração como o setor se desenvolve neste sentido para evitar a fixação de um valor excessivamente superior que afaste os potenciais compradores.

  2. Negligenciar a apresentação do imóvel na Internet. Os potenciais compradores podem achar difícil ou impossível fazer visitas guiadas às casas por estes dias. Portanto, e mais do que nunca, é necessário cuidar da apresentação dos ativos nos portais online. Mas isso não é possível apenas com o upload de boas fotos e descrições completas. É necessário também aproveitar outras vantagens que a tecnologia oferece para agregar valor ao imóvel: guias virtuais com vídeos, passeios personalizados, imagens 360º, decoração virtual ou ‘chatbots’ para tirar dúvidas. Da mesma forma, será essencial destacar os pontos fortes da casa, como grandes espaços, terraços ou varandas, áreas comuns, quartos que poderiam ser usados ​​para teletrabalho, etc..

  3. Não ter ajuda profissional. Contar com a orientação de profissionais especializados no setor sempre foi uma garantia de que o imóvel será vendido o mais rápido possível. Não só pelo aconselhamento e apoio que prestam na análise do mercado, mas porque também trazem consigo um vasto portfólio de potenciais compradores interessados, o que dispensa começar do zero a procura de clientes. A avaliação do imóvel, a adequação do imóvel, a negociação da venda, a preparação de toda a documentação necessária à transação ou as recomendações em matéria jurídica são também aspetos em que estes profissionais especializados podem ajudar.

  4. Negligenciar medidas de segurança para visitas na era pós-Covid. A limpeza minuciosa e a ventilação diária dos edifícios tornaram-se requisitos indispensáveis ​​para as visitas guiadas. No entanto, nunca é demais acrescentar uma segurança extra para evitar possíveis infeções que poderiam atrasar a compra. A desinfeção de todas as superfícies e maçanetas antes e depois das visitas é uma recomendação muito boa nesse sentido, além de oferecer gel hidroalcoólico aos clientes e recomendar que mantenham uma distância segura e procurem não tocar em nada. Com isso, os potenciais compradores vão sentir-se mais seguros e abertos para valorizar a compra da casa.

  5. Descartar automaticamente a reforma do imóvel. Neste momento, a grande maioria dos potenciais compradores procura uma casa que corresponda às suas novas necessidades de habitação: espaços flexíveis e amplos, boas áreas, eficiência energética, propriedades renovadas, etc. Portanto, agora é mais importante do que nunca avaliar a opção de reformar o imóvel antes de vendê-lo. Não só será possível atrair mais interessados, mas também será possível aumentar substancialmente o seu preço de venda.

  6. Não definir um tipo de comprador. Uma casa é também um produto à venda que se destina a um determinado tipo de comprador. Não é a mesma coisa vender um apartamento de tamanho médio localizado no 4º andar do que um rés-do-chão de 40 m2, ou uma propriedade completamente renovada. Por esse motivo, é necessário analisar previamente as características da casa para saber em qual público nos devemos focar e quais as vantagens a destacar.

Fonte: Idealista

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