• Rafaella Galardo

Como será a casa dos “centennials”? A geração que está a chegar e vai mudar o mercado

As preferências e gostos da Geração Z vão influenciar a procura da primeira casa e ser igualmente determinantes na oferta.


Darya Homes

A pandemia e o confinamento da população deram impulso ao aparecimento de novas tendências no setor residencial. Numerosos estudos, realizados no último ano, referem como o terraço ou varanda, na falta de um espaço exterior, se tornaram num requisito fundamental na procura de uma nova habitação. Além disso, as áreas periféricas ganharam destaque em relação ao centro das cidades devido ao “boom” do teletrabalho, que agora também é determinante na procura de casa.

O efeito da Covid nas preferências dos portugueses não demorou a manifestar-se. No ano passado, recorde-se, as principais redes imobiliárias do país analisaram os comportamentos desde o rebentar da pandemia, num especial para o idealista/news, procurando avaliar as novas tendências de mercado e de que forma a procura de casa – mais orientada para espaços maiores, interiores e exteriores – estava a ter efeitos nos preços e negócios. Os compradores renderam-se à procura de casas com jardins e terraços, e piscina claro. O aumento do interesse em áreas periféricas também se evidenciou.

Num cenário de médio prazo, e depois dos millennials que estão agora a marcar posição, nomeamente como compradores de casas de luxo, irão chegar ao mercado os “centennials”, também conhecidos como a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010), e as suas preferências vão influenciar a procura da primeira casa. Em muitos casos, coincidem com as novas tendências, mas a verdade é que os “centennials” têm outros gostos que irão determinar a oferta futura. Leticia Pérez Márquez, diretora da Darya Homes, apresenta alguns pontos-chave que diferenciam esta geração das anteriores na escolha de uma casa:

  1. As redes e as plataformas (como o idealista) são a sua ferramenta de pesquisa preferida. Menos cartazes nas ruas e mais portais e sites;

  2. A localização é essencial: procuram espaços com oferta cultural, gastronómica, comercial. Procuram bairros onde se sintam integrados e que ofereçam uma oferta e serviços diversificados.

  3. Os “centennials” estão tão interessados ​​na vizinhança como na casa. Irão querer conhecer bem a zona a fundo, os serviços que ela oferece e preocupam-se muito com o significado e a vida em comunidade;

  4. Valorizam muito os espaços de coworking, especialmente após a pandemia: espaços onde é possível trabalhar e fazer reuniões fora de casa – mas sem ter que deslocar-se muito – tornaram-se uma opção muito valorizada;

  5. A maneira de se deslocaram também está a mudar: as áreas com estacionamento de bicicletas serão muito procuradas;

  6. Olham para primeira casa como um investimento, portanto não descartam a opção de comprar para dividir a casa durante vários anos. Em muitos casos, a idade da primeira aquisição é menor do que a da Geração Y (“millennials”), a geração anterior.

  7. Não querem que a primeira casa seja a definitiva, mas que possa ter valor no futuro.

Fonte: Idealista

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